“Pode ir. Me abandona como das outras vezes. Vai. Eu não me importo. Não tô nem aí mais para gente como você. Aliás, porque eu deveria? Porque eu deveria me importar com alguém que me despreza? Dizia que eu não te merecia, não merecia alguém como você, mas agora eu sei, você que não me merece. Te amei. Te amei de verdade. E você? Você brincou, fez joguinhos, me enganou. E eu me arrependo, arrependo de ter perdido o meu tempo escrevendo para ti, o carregando para qualquer lugar que eu fosse, derramando lágrimas, cuidando de ti, já que você provavelmente devia estar com outra nesses momentos. Você me fez acreditar que o ‘nós’ existiu, mas não, não existiu. Você me iludiu. Então porque? Porque eu sentiria sua falta? Não, eu não sentiria. Não mais. Anda, vai atrás dela, diz a ela o que você dizia para mim. Faz mais uma garota de boba. Vai, mas não me procura, porque de boba, a mim você não faz mais. Cansei.” — Amanda, b-lindheart
“Eu desisto. Principalmente de mim, da minha constante mudança. Da minha incapacidade de me entender. Não sei mais onde estou, não sei se algo ainda faz algum sentido. Não consigo entender porque tenho que ser essa confusão inacabável. Eu nunca entendi porque sempre amei sozinha e também porque me calo quando preciso falar ou porque amo quando deveria odiar. Isso é sufocante, é torturante. Não sei porque tenho tanto medo de não ser o suficiente. Talvez seja porque qualquer pessoa parece ser melhor do que eu. Também não sei porque tenho tanto medo de ser esquecida ou ficar sozinha -pensando bem, acho que já estou-. Não consigo mais achar forças, não consigo mais achar pessoas que me ajudem a levantar. E talvez eu seja a total culpada. Talvez seja eu que faça as pessoas se afastarem de mim. Acho que ninguém quer ter do lado uma pessoa que se fecha e tem tanta amargura, apesar da pouca idade. O problema é que eu tive que fazer isso. Sabe, me fechar. Não sei mais se aguentaria tantas pessoas entrando e saindo constantemente da minha vida. Acho que estou fraca demais para ter meu coração quebrado novamente. Meu coração, que por acaso, esta em uma morte lenta e dolorosa a muito tempo. A solidão, a falta e a saudade imensuráveisvêm me tomando por completo ultimamente. Eu estou desabando. Ninguém percebe, ninguém quer perceber… Fui rejeitada demais, e acabei me acostumando. Fui precisando começar a aprender a rejeitar os outros também.” (s-pook)

